segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

DICAS SOBRE CD4

Viva Positivamente:

Quem convive com o HIV conta com dois grandes aliados em seu tratamento:


  • o exame de Células de Defesa (CD4);
  • e o teste de Carga Viral (CV).
Estes exames devem acompanhar a rotina das pessoas que convivem com o HIV. Eles auxiliam o médico a tomar a melhor decisão para garantir a qualidade de vida do paciente.

- Exija os exames de CD4 e CV pelo menos 3 vezes ao ano!

Fazendo os Exames.

Os exames de CD4 e CV são realizados a partir do sangue coletado no serviço de saúde. Os exames devem estar previamente agendados. Esta medida visa garantir a qualidade do atendimento e dos serviços prestados a todos.

Procure agendar seus exames até no máximo 3 semanas após a solicitação do seu médico, e no mínimo, 1 mês antes da data do seu retorno, pois o período para que o resultado fique pronto pode levar até 20 dias.

É comum os serviços de saúde agendarem outros exames no mesmo dia da coleta de CD4 e CV. Assim você economiza tempo e garante a qualidade do seu tratamento.

Para saber se os seus exames exigem jejum de líquidos, comida ou álcool fale com o seu médico.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

VAI TOMAR BEM NO MEIO DO OLHO DO SEU CU

 Mais uma vez este CRETINO que vos fala se fodeu.

Não quero perder a minha essência e me tornar um filho da puta amargurado...mas a vida está me levando a ser assim!!!

POXA EU SÓ QUERIA UM AMOR...PQ TODOS TEM QUE FODER COM O MEU CORAÇÃO DESTA MENEIRA?

SACO CHEIO DE TUDO E DESTA VIDA...NADA DÁ CERTO P MIM.

TOMAR NO CUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pergunte ao Junnyor - 1

Como o prometido, eis o espaço do “Pergunte ao Junnyor”.

Responderei a alguns e-mail’s que venho recebendo e as perguntas postadas nos comentários do Blog.

  • Sua orientação é homo ou bi? já que vc diz que têm um filho.
Minha orientação é homossexual. Sou assumido para toda a minha família. De longe sou o típico cara que se afeminina após a revelação. Pelo o contrário. Para muitos novos amigos, quando revelo ser gay, acham que estou de brincadeira. Principalmente as garotas. Esta questão sempre vem a tona, é comum eu ouvir coisas o tipo: “Mas você tem um filho...” – Meu filho veio de uma relação juvenil de 16 anos, onde a cabeça girava em torno do “Ser ou não ser”. Porém, durante a gravidez eu conheci um cara chamado Rafael. Minha primeira paixão e o meu primeiro canalha. Pulemos esta parte porque esta pessoa não merece ao menos ser lembrada.

  • Com 7 anos, eu tinha raiva de homem.
Nunca tive raiva de homens, mas ouvindo histórias de amigos, isso é comum. Talvez seja pela confusão que gera na cabeça, o fato de você se atrair por algo que sabe que seja errado. (Não sou psicólogo, rs).

  • Adorei o rala rala, cade esse Evandro amigo? Encontra com ele ainda seu safado?? bjos. Cassi.
Eu o encontrei a mais ou menos uns três anos atrás, creio eu. Mora em Ubatuba, virou o típico machista surfista. Ou seja, um FETICHE! – Não ponho a mão no fogo por ninguém, mas tenho minhas duvidas se ele ainda curte sair com caras. Em todo o caso, é melhor eu ficar com minha cútis na cor que está.

  • Qual a sua intenção em se expor desta maneira? Já pensou em fazer parte de alguma ONG e ajudar a outras pessoas recém diagnosticadas? (R.P – Via E-mail)
Quando eu comecei a postar neste blog, a minha única intenção era a de fazer deste espaço um diário. Contar minha vida antes e depois do HIV e provar a mim mesmo que existe vida com o vírus. Nunca tive a pretensão de ajudar ninguém com este blog e confesso que ainda não tenho. Aqui é um espaço meu, onde posto tudo o que me vem à cabeça. Sejam elas boas ou ruins. Quanto a participar de uma ONG, eu confesso que isso seria o máximo, mas mesmo sabendo que há vida fora do diagnóstico negativo,  eu ainda não me sinto preparado para acolher novas pessoas sendo que eu mesmo ainda me acolhi 100%. Cada dia é um dia e quem sabe um dia, isso possa acontecer. Já dei um primeiro passo: Postar fotos verdadeiras minhas no site Radar e uma aqui no meu blog, ainda que com o rosto semi tapado pelo reflexo do sol.

  • Na minha opinião você foi um cretino em aceitar tudo o que o seu ex fez com você, como você se sente hoje que terminaram? (Anônimo – E-mail)
Até alguns dias atrás eu ainda me sentia péssimo. A rejeição não foi bacana e me deixou um certo trauma. Mas hoje, após conhecer uma outra pessoa e viver tudo o que eu vivi em apenas 24hrs, constando que em 4 anos eu não vivi 0,5% disto...Vejo que demorou, mas o fantasma do Eduardo desapareceu da minha vida. Estar com uma pessoa decidida e resolvida com a vida é maravilhoso. Com ele não há tabus, não há medo de tocar em determinados assuntos, uma vez que ele também é positivo. Nos olhamos de igual para igual, nos tratamos de igual para igual e conversamos de igual para igual. Isso é esplendoroso. Hoje, mais do que nunca tenho a convicção de que o Eduardo pode bater em minha porta a qualquer momento e eu nada sentirei a não ser pena de mim mesmo de ter me feito refém de um amor doentio e como você mesmo disse, submisso.


Estou com vontade de responder tudo de uma só vez, mas já é tarde e eu preciso dormir porque levanto muito cedo, como todos brasileiros assalariados, rs. Amanhã volto com mais respostas. Vou tentar não selecionar e responder todas. Mas lembrem-se, não sou psicólogo, rs.




Nada Como Um Dia Após o Outro.

          A vida nos reserva surpresas que a própria razão desconhece. Cada dia vivido é uma nova surpresa, uma nova experiência, uma nova história, uma nova sensação e novas razões e emoções.
        
         Já dizia Frejat: "Pode ser que eu a encontre, numa fila de cinema, numa esquina ou numa mesa de bar..."

         Sou uma pessoa intensamente intenso. Vivo cada sentimento do meu coração de uma tal forma que para muitos isso possa ser julgado como louco ou desesperado. Sou louco pela a minha vida e desesperado por vivê-la intensamente. Sou igualzinho ao Roberto Carlos - só funciono se eu estiver apaixonado. As mais belas canções do nosso Rei foram compostas no ápice de suas paixões...Minhas maiores realizações aconteceram no topo de uma grande história de amor.

         E aí vem a questão: Amar ou não Amar? Eis a questão. Por horas o meu personagem Junnyor se difunde com o meu próprio eu. Duas "pessoas" que dividem o mesmo corpo em espaços diferentes, ora cibernético, ora na realidade; mas ambos tem um único sonho: amar e ser amado.
         E como isso é difícil!

        O Junnyor é um garoto realista, pé no chão e que se expõe sem o menor pudor.
        O (meu eu) é um menino sonhador, cheio de vida e esperança, e que por muitas vezes até mesmo ingênuo. Pega-se então duas personalidades paradoxas e coloque em um BLOG...O resultado é isso que vocês estão lendo.

         "Meu eu" conheceu um cara a um certo tempo e no decorrer destes últimos meses, vez ou outra trocavam idéias via Orkut e MSN. O Junnyor achou tal cara interessante, bonito e gostoso. "Meu eu" achou-o um tanto curioso. Um queria encontrá-lo e ter uma boa transa enquanto outro queria viver uma história de amor. Nesta disputa de personalidades, nada acontecia a não ser longos minutos de conversas cibernéticas.
        Junnyor marcava de se encontrar, mas "Meu eu" não ia ao encontro. E assim foi indo até este último fim de semana, quando num lapso de "ligue o foda", "Meu Eu" foi ao encontro deste cara. Junnyor nem acreditava, estava em Sampa...Na night paulistana, onde tudo pode acontecer na cidade de pedra colorida. Entre uma cerveja e outra, Junnyor olhava para todos os lados na expectativa de que a qualquer momento ele chegaria. "Meu Eu", estava escondido atrás de um muro de aço. Com medo, assustado e ao mesmo tempo curioso.
     Pouco mais de meia hora, eis que o cara que até então vivia somente na tela do meu computador, cruza a faixa de pedestres em plena Augusta e vem ao meu encontro.

       Frente a Frente.
       Cara a cara.

      "Meu Eu" se espichou na curiosidade intimidando Junnyor.
       Entre conversas e novas descobertas, aquele cara fazia com que o Junnyor se recolhesse em seu leito dando espaço ao "Meu Eu". Foi num beijo, em plena Rua Frei Caneca a espera de um amigo que Junnyor decidiu dormir e "Meu Eu" despertou feito uma linda Fênix. Assim como Mia em Diário de Uma Princesa, o pé direito se levantou dando vida a um mundo de Encantada, onde há muito aquele Belo Adormecia em um bosque qualquer da desilusão, escondido dos Amores Maus que por muitas vezes lhe pediu o coração.

         Curtindo a vida a doidado em seu melhor estilo, "Meu Eu" e o "cara" se descobriam um ao outro. A noite se dissipou e foi Num dia de domingo, que o "cara", como num toque de mágica se tornou "O Cara", ou como diria em Sex and City, o "Sr Binks" (acho que é isto).

       Várias questões vem a mente, como por exemplo:

  • Ir com calma;
  • Se conhecer muito bem antes de qualquer coisa;
  • Não se entregar de cabeça;
  • Não se apaixonar de imediato;
  • Controlar os instintos.
         Se a principal razão da busca do amor, é a busca da felicidade...Por que se controlar, se aquele momento o está fazendo feliz? Não era esta felicidade que se estava a procura? Não era esta a sensação tão sonhada? Então por que ir com calma?

        E nesta intensidade que move "Meu Eu", vivo num dos momentos mais gostosos que alguém pode viver. O novo. O início. A descoberta. O encantamento. A paixão avassaladora.
       "Meu Eu" pode estar se precipitando, indo com uma calma rápida demais...Mas se era este momento que ele tanto buscou, por que não se entregar de corpo e alma?
        Medo de se machucar? De sofrer de novo? De dar com a cara no muro?
         Ahhhhhhh...Quantas e quantas vezes "Meu Eu" já não quebrou a cara e ainda irá quebrar? Sofrimento faz parte da vida, é com ele que se aprende a viver, é com ele que se cresce. E quantos, e quantos muros a humanidade ainda não tem que enfrentar? "Meu Eu" não é o único, nem o primeiro e muito menos o último.

     Apostar com toda as forças do mundo em uma nova história, é no mínimo divertido  e mágico.
     Como diria Marjorie Estiano, "O que tiver que ser será", e não serei eu quem ditará as regras. A vida está aí para ser vivida, e C'est La Vie!

       Junnyor repousa por um bom e esperado tempo, para deixar que "Meu Eu" viva intensamente esta possível nova e encantadora história de amor, com "O Cara". Uma pessoa linda, simples, humana e cheia de vida.

       Posso dizer por ele, com todas as letras: "Meu Eu" está apaixonado pelo "O Cara"".

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

VIVA 2010

Aqui estou eu de volta, após um tempo sem escrever.

Tantas coisas aconteceram, tantas mudanças radicais que há momentos que acho que não conseguirei lidar com isso tudo de uma forma racional. Farei uma breve retrospectiva do turbilhão de emoções que venho tendo desde dezembro de 2009.

DEZEMBRO

            Foi numa noite de sexta feira, enquanto eu estava respondendo a alguns scrapts do Orkut, quando o meu celular toca. Era o Edu no celular dizendo que estava em frente de casa. Fui abrir o portão, assim que fechei o portão demos um selinho e viemos para o meu quarto. Ele já chegou cheio de mimos, querendo me levar para sair, pedindo para eu escolher o lugar e etc; conhecendo-o com eu o conheço em quatro anos de relacionamento, sem pestanejar perguntei, “Vai, desenbucha”, ele me olhou meio aturdido. “Como assim?”, ele me perguntou. Chegar carinhoso e querendo me agradar daquela forma, alguma coisa ele queria me dizer. Final de ano chegando, férias...Eu já sabia o rumo daquela conversa.
            “Deita aqui comigo, quero conversar com você. É sobre o fim do ano”.

BINGO

            “Estou pensando em ir passar as férias em Natal...”, interrompi-o imediatamente. “Eduardo, se eu bem o conheço você jamais viria com este papo para me pedir autorização, ou, pelo o seu tom de voz e penar nos olhos, certamente eu não estou incluso nesta sua viagem”. Ele ficou por alguns minutos me olhando, meio assustado, até que o silêncio foi quebrado por ele. “Nem eu me conheço da forma como você me conhece”. Aquilo para mim foi o bastante e não quis mais ouvir nada. Após o anúncio dele eu simplesmente disse que então iria para o Rio de Janeiro. Momento este em que toda a história mudou de rumo, sim porque, enquanto apenas ele iria viajar tudo estava certo; quando viu que eu não havia dado a menor bola e anunciei que iria para o Rio, o jogo virou. Ficou todo estrassadinho e argumento com que dinheiro eu iria para o Rio de Janeiro, e respondi que isso fugia da alçada dele.
            Pois bem. Para que todos possam entender esta história como ela de fato aconteceu, eu terei que voltar até o mês de outubro quando o Eduardo e eu estávamos separados.

            Durante a turnê de uma famoso peça teatral, com alguns globais no elenco, eu conheci o produtor do espetáculo que é também ator convidado, na Gambiarra, balada esta que eu amo. Acabou que ficamos naquela noite, mas apenas beijo. Assim que a balada acabou cada um seguiu o seu destino. Para não fugirmos do clichê trocamos Orkut, MSN, e-mail e telefones. Pronto, não havia mais como nos perdemos. No dia seguinte ele me liga convidando-me para ir ver a peça que estava em cartaz no Teatro do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. Eu estava em meio a loucura de pré – estréia da minha peça, os ensaios a mil por hora, texto e marcação ainda em estudo e com isso não pude ver a peça, mas ficamos de nos encontrar depois das 22hr para batermos um papo.
            Fui encontrá-lo no teatro Frei Caneca e lá conheci os atores e produção da peça. Todos muito simpáticos e engraçados. Bem verdade que eu não estava tão a fim de ficar com ele, fui mais como forma de amizade mas é claro que na “ingenuidade”, porque ele tinha todas as demais intenções. Saímos do teatro e fomos com o elenco para o hotel. Fiquei com ele no quarto esperando-o tomar banho, (nada aconteceu). Descemos para o hall e seguimos para o restaurante Planetas na Avenida Augusta. Jantamos, conversamos, demos muitas risadas com o elenco, tiramos diversas fotos e decidimos dar uma esticadinha na noite. Subindo a Augusta, um dos atores viu Julia Lemmertz num barzinho dançando com outros atores que também estavam em cartaz em São Paulo. Foi cumprimentá-la e todos nós fomos convidados para a festa fechada que estava havendo no Bar que não me lembro o nome agora, mas fica na Augusta. Dançamos e bebemos a noite toda. Aquelas alturas o meu destino já era inevitável...Dormir no hotel e com o produtor.
            No dia seguinte eu me levantei logo cedo e fui para o ensaio do meu espetáculo que ficava na Rua da Consolação. Ensaiei a tarde toda e nos encontramos novamente a noite. Levei alguns atores da minha Cia. para vermos a peça dele. Rimos do inicio ao fim, realmente muito boa. No fim da peça levei os meninos e meninas ao camarim, apresentei ao elenco e eles se foram. Fiquei lá para ajudá-los a arrumar o camarim e retirar as coisas porque era o último dia da temporada da peça em São Paulo. Fomos ao hotel novamente e depois jantar.

Resumindo: segunda feira chegou, eles voltaram para o Rio e eu fiquei na minha pacata cidade interiorana paulista.

VOLTANDO AO MEU QUARTO

            Mesmo eu tendo voltado com o Eduardo após este fato, coisa que aconteceu uns dez ou quinze dias depois, eu ainda continuava mantendo contato via MSN e facebook com o produtor. Foram vários os convites que ele me fez para passar o ano novo no Rio e ficar hospedado na casa dele. Quando o Eduardo me deu a notícia de que iria viajar, eu coloquei em mente que ia para o Rio e aceitaria o convite do Produtor. Sou taurino, raça vingativa. O relacionamento estava uma drogada desde que eu descobri ser soropositivo, ele estava comigo por pena e eu na minha carência doentia sabia e acatava. Mas aquela notícia dele me excluindo das férias me fez ter um estalo. Sabe quando o Tico bate no Teço e você para e pensa no que está sendo a sua vida? A minha estava sendo uma droga.
            Os dias foram passando e ele não estava convicto de que eu iria mesmo para o Rio de Janeiro. O produtor amou a idéia de eu ir e de imediato me deu as passagens áreas de ida e volta. Claro que eu disse ao Eduardo que foram meus amigos atores que haviam me dado, o que o deixou completamente irritado. Ele vivia batendo na tecla, “Nossa! Quero ter amigos assim que me hospedam e me dão passagem área”, eu que não sou de levar desaforos para a casa retrucava, “O que eu posso fazer se o único que não me ama é você. Este é o preço a se pagar em ter um namorado que mesmo tendo AIDS é amado por muitos, enquanto você que goza da mais plena saúde não tem amigos nenhum”. PLOFT. Um tapa na cara. Até o dia da minha viagem o nosso namoro se afundou numa crise sem volta, ambos sabiam disso, mas um não queria dar o braço a torcer para outro. Nos planos estavam, ir para o Rio dia 28 e voltar somente dia 20. Ficar quase um mês curtindo e me divertindo demais, e superar os sete dias em Natal dele. Mas aí algo bom e surpreendente me aconteceu. Fui contrato numa grande empresa da minha cidade. Havia feito a entrevista a cerca de três meses atrás e nem me lembrava mais. No dia 18 eles me ligam. Fiquei ultra feliz mas na mesma hora pensei, “acabou-se a minha viagem”. No dia da contratação questionei-os dos dias que a empresa ficava parada para as festas e usei de toda a minha arte de atuar...Resultado. Fui contratado, trabalhei do dia 18 ao 24 até meio-dia, e a empresa me deu sete dias. Voltei no dia 03 e soube esta semana que eu receberei estes dias, porque eu aleguei ter dado a vaga como perdida e programado a minha viagem, comprado passagens aéreas e hotel, e iria perder todo o dinheiro. No fim tudo deu certo.

A VIAGEM

            Primeiro que eu nunca tinha voado em avião comercial, somente em jato, teco teco, helicóptero e etc. Quando jovem eu acompanhava o meu tio nas aulas de vôo, ele é piloto da TAM, e andava pra cima e pra baixo de todos os tipos de avião, exceto os comerciais. A adrenalina foi a mil, quando ele começou a subir e Guarulhos passou a ficar pequenino eu comecei a rezar feito louco implorando para que Deus não fizesse com que aquela coisa caísse. Fora isso eu estava indo em direção a um dos meus maiores sonhos, conhecer o RIO DE JANEIRO.


            Não há muito que dizer do Rio, além de que a cidade era muito mais daquilo do que eu imaginava. Ficar em Ipanema, andando pelo o calçadão de Copa e Ipa a noite foi uma das coisas mais prazerosas que eu já fiz em minha vida. Fiquei em estado de completo fascínio pelo o Arpoador. Ver o por do sol de Ipanema do alto daquela pedra, é uma sensação única e inexplicável.  Pela primeira vez desde que descobri a minha sorologia, eu me sentia VIVO. Ficar horas sentado naquela pedra, ouvindo o som do mar, vendo os navios passarem, os surfistas curtindo suas ondas e o vento batendo em meu rosto, fez com que eu fizesse uma análise da minha vida. Do que eu vinha sendo até aquele momento e o que eu gostaria de vir a ser. A primeira coisa era definir as pendências da minha vida. Eu estava decidido a terminar de vez com o Eduardo assim que eu chegasse de viagem; focar minha vida no meu novo trabalho e ser feliz. Me abrir sem medo para uma nova paixão, viver e sentir aquela sensação de prazer que o amor nos dá, tudo outra vez. Muitos fariam o contrário, canalizaria esta nova energia no seu próprio eu...Mas eu não sou assim. Posso parecer promiscuo e safado com minhas declarações, mas não sou. Pelo o contrário. Sou romântico ao extremo e o que tirou a minha personalidade foi este relacionamento nada saudável que enfim se findou.
            E decidido a ter vida nova e antes de engatar qualquer outro relacionamento, eu fui direto e reto com o produtor. Disse que havia aceitado o convite dele, mas como amigo. Condição que ele acatou na maior e disse que em momento algum forçaria nada comigo porque gostava de mim como amigo mesmo e que era para deixarmos as coisas acontecerem. Isso foi muito bacana da parte dele, porque eu me sentiria vendido em ter que ir para o Rio sob a condição de ter que ficar com ele. Com isso resolvido decidi que minha passagem pelo Rio seria inesquecível. Sai todas as noites, conheci as madrugadas do Arpoador (kkkkkkkk). Fiquei com alguns caras e transei com outros. Enfim, sexo. Depois de um recesso animal, eu estava transando como louco. Me cuidando e cuidando de quem estava comigo. Nos dois primeiros dias foi legal aquela independência de tomar um banho, se arrumar e sair para pegar um corpo. Mas logo fui percebendo que definitivamente eu não nasci para levar esta vida. Se fico com um cara hoje, já o quero perto de mim para sempre.
            A parte gay de Ipanema foi maravilhoso. Azarar na praia com o sol a pino e beijar, andar de mãos dadas, tomar sol juntinho e nadar como um casal de hetero me fez ver que era aquilo o que eu queria para mim. Um novo amor para poder voltar naquela cidade, naquela praia e refazer aquilo tudo com alguém que fosse dono do meu coração. Foi então que resolvi quebrar o maior tabu que eu carregava até então e me fazer entender o Eduardo. Decidi conhecer e sair com outros caras que fossem soropositivos. Só então entendi o Eduardo, porque mesmo eu tendo HIV, eu não via preparado para ir para cama com um outro portador.

DE VOLTA A MINHA TERRA

            Voltei no dia 02 de janeiro. Tive uma semana inteira de trabalho e elogios pelo o meu bronze, o que levantou o meu ego. Estava sendo feliz com a muito não vinha sendo. Me sentia bem e amado por mim mesmo. A viagem foi a magia que eu precisava para a minha vida. O Eduardo voltou no dia 08 de madrugada. Dia 9, domingo, ele veio até a minha casa para conversarmos, porque eu havia mandado um torpedo. Confesso que dizer a ele que era o fim não foi tão fácil como eu pensei. Chorei muito e ele também, e no final ninguém terminou com ninguém. Porém, assim que ele chegou na sua casa me deixou um depoimento no Orkut dizendo que era mesmo o melhor a fazer. O que direi é a coisa mais surreal do universo, mas eu fiquei péssimo quando li as coisas que ele me escreveu. Eu estava preparado para dizer e não para ouvir e ou ler. E ali, naquele momento, um relacionamento de 4 anos, 2 anos de casados, terminou via Orkut.

HOJE

            Fez-se um mês que o nosso namoro terminou. Eu estava vivendo aquela fase de ficar quietinho em casa, curtindo a minha família e me curtindo. Hoje já estou começando a sair para alguns Happy Hours com os amigos do meu trabalho. Não tenho pressa em arrumar um novo amor, mas já me sinto apto para tal. O Eduardo é uma história que ficou enterrada lá atrás. Tive momentos maravilhosos ao lado dele, fomos felizes até onde durou e isso é o que importa. Ele continua vivendo os fantasmas da vida dele e mês que vem irá refazer seu exame de HIV. Deus sabe o que faz. Hoje somos amigos cibernéticos. Ora ou outra um escreve para o outro, mas tudo muito pacificamente e numa boa. Engraçado como vejo nele um amigo, apenas isso, um amigo. Está certo que ele é genioso e me provocou, mas já nos acertamos e a vida de ambos seguem o seu curso.

            Neste último fim de semana eu passei mal e fui para o hospital, mas nada em relação ao HIV. Sempre tive uma gastrite horrorosa e ela atacou. Mas a noite mesmo eu já estava bem e em comum acordo, resolvi me encontrar com um dos caras do Radar. Foi maravilhoso. Um cara apaixonante, lindo...fizemos amor, conversamos e descobrimos grandes afinidades, mas este não é o momento dele. Ele ama uma outra pessoa e eu não quero ser [o cara que faz esquecer uma paixão mal resolvida]. Quero ser a novidade, o novo, a descoberta a nova história.
            Estou aqui, vivendo a minha vida e trabalhando muito. Rindo, cantando, dançando e sendo feliz. Confesso estar preparado para um novo romance, mas deixarei que as coisas aconteçam. Não vou correr atrás, simplesmente deixar com que tudo aconteça.

É isso pessoal.
Bjos a todos os meus amigos blogueiros e claro – FELIZ 2010 A TODOS NÓS.


UM POUCO DA MINHA VIAGEM MÁGICA

ARPOADOR - MOMENTO DE DECISÃO



LAGOA RODRIGO DE FREITAS



EU, SOB O POR DO SOL DE IPANEMA


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz 2010

2009...Que ano, meu Deus!
Um ano de conquistas, perdas, sustos e mudanças...

Amigos blogueiros, estou completamente em débito com vocês, eu sei. Todos os dias recebo e-mail's de pessoas do Brasil inteiro me fazendo centenas de perguntas, querendo me adicionar no msn e ou Orkut...

Juro mesmo que estou assustado com o "sucesso" deste blog, impressionante como vocês gostam de saber da vida alheia, hehehehehe; e eu de me expor.

2010 voltarei com postagens diárias, atualizado e minha história em ordem (...) aconteceram-me tantas coisas...Há muito o que falar.

Ao invés de responder aos e-mail's como eu venho fazendo, postarei alguns deles aqui, claro que sem identificar ninguém. 2010 abrirei um espaço do PERGUNTE AO JUNNYOR, já que os e-mail's são um interrogatório sobre minha vida e sobre o próprio HIV.

Há uma proposta deste blog se tornar uma Web (.com); estou analisando a parte financeira. Se tudo der certo em breve deixaremos de ser blogspot para nos tornarmos (.com) ou (.com.br). Com vários links, fotos, dicas, enfim...Muita coisa legal para vocês.

Fica então disponível a vocês que tanto me ajudam com que mantenha este Blog vivo, meu msn e e-mail.

FELIZ 2010.
PS: Rio By Copacabana aí vou EU!!! - Pela primeira vez. Realizando o maior sonho de viagem da minha vida!

E-MAIL: cablemodem.net@gmail.com
MSN: uninocente@hotmail.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um Diário Nada Secreto - Capítulo 1

Dizem que um ser humano só é completo quando após ele plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro. As duas primeiras eu já realizei, e hoje, no meu blog começo a terceira tarefa. Histórias de ficção são o que não falta em minha mente, na verdade eu tenho quatro livros inacabados em meu computador, porém, hoje me veio a idéia - minha vida sempre fora tão conturbada, tão maluca...Por quê não escrevê-la?


Amigos blogueiros, posto hoje o primeiro capítulo do livro cibernético que entítulo como, Um Diário Nada Secreto.


Boa leitura e sejam bem vindos em minha vida.


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UM DIÁRIO NADA SECRETO
MINHA VIDA ANTES DO HIV



          
PRÓLOGO

           Sempre fui um cara que preferiu viver no mundo da fantasia ao mundo real. Este mundo em que todos nós vivemos, sempre foi cruel demais para que eu me dedicasse a ele. Minha infância em Atibaia interior de São Paulo, vivendo sozinho com minha mãe em uma chácara em meio à piscina e um gigantesco pomar, sempre fora muito solitário. 
            Uma infância marcada pelos super heróis japoneses. Meus ídolos da época eram Os Changeman e Jaspion - como eu desejava ser um deles. Passei a infância preso num mundo altista, um mundo só meu, em que eu podia fazer e ser quem eu quisesse, inclusive o Pegasus o Changeman azul. No natal de 1989, após muita birra, ganhei meu uniforme completo de Pegasus, com direito a espada. Todos os dias eu saia correndo pelo pomar lutando contra as goiabeiras, abacateiros e bananeiras alienígenas. Nunca me esquecerei do dia em que subi no pé de goiaba, e com Pegasus incorporado a mim, saltei do topo da árvore crendo que daria um salto mortal. Resultado deste salto, 12 pontos no queixo. Lembrança que carrego até hoje, com uma pequenina cicatriz.
            Meu pai decidira se mudar para Atibaia, sob a justificativa de querer paz. Mal sabíamos que a paz que ele tanto precisava, era a paz familiar. Para ser mais claro e que todos possam me entender, ele sempre saia para o “trabalho” na quarta e costumava voltar dias e ou semanas depois. Minha mãe e eu ficávamos isolados no meio do nada, numa cidade desconhecida. Não era difícil encontrá-la chorando pela casa, mas criança como eu era e perdido em meio aos monstros e mutações heróicas, não dava bola para aquilo tudo.
            Meu primeiro dia de aula na pré escola foi algo inesquecível. Nunca fomos ricos, mas tínhamos uma vida da qual não se podia queixar. Sempre tive tudo aquilo o que quis e na hora que eu quis. Sempre andei com roupas boas, calçados bacanas e no meu quarto era fácil encontrar os melhores brinquedos da época. Logo de cara fiquei um pouco chocado com a aparência externa da escola, que por sinal era muito diferente da minha antiga escolinha. Parecia mais com uma casa do que uma instituição de ensino. O portão era meio enferrujado, feito de telas seguido por um enorme terreno de terra. A palavra grama pelo visto era desconhecido pelos habitantes daquele lugar. Do lado direito do portão estava o parque, que se resumia em um balanço e um gira gira. O quintal da minha casa era sem dúvida dez vezes maior que o pátio da escola. Ao entrar na sala de aula foi outro choque. Meus coleguinhas de classe eram na verdade em sua grande maioria se não todos, filhos de caseiros, que para o meu espanto maior calçavam chinelos de dedos. Tive vontade de sair correndo dali no mesmo instante. Era óbvio que eu estava diante dos maiores alienígenas que eu já vira na vida. Mas eu não tinha opção, não podia fraquejar. Como um bom Changeman, eu tinha que enfrentá-los.
            Meu primeiro intervalo foi assustador, quando inocentemente retirei lanche, bolacha, danone e chocolate da minha lancheira “Jaspion”. Os alienígenas me olhavam de uma tal forma, que eu passei a me sentir o prato principal. Com medo do que podia acontecer comigo, ofereci meu singelo alimento aquela tribo de aborígines. Naquele dia eu acabara de me tornar um garoto popular. E confesso que ser o centro das atenções na escola, foi mais gostoso do que ser um Changeman. A partir de então, todos os dias eu distribuía balas, chicletes e doces a todas as crianças da minha sala. Minha professora dizia, “que garoto bom”. A popularidade era algo pior do que droga, quanto mais eu a provava, mais eu a queria.
            Os dias foram se passando, os meses correndo e as estações mudando. Já não era assim tão difícil ver minha mãe em lágrimas andando pela enorme casa. Eu não sabia exatamente o motivo de tantas lágrimas, mas sabia que o motivo era o meu pai, ou melhor, o motivo era o doador de esperma, porque pai eu nunca tive, assim como minha mãe nunca teve um esposo. Com o intuito de distrair a cabeça, ela se matriculou e um curso de tricô. Todos os dias após a escola eu a acompanhava no seu curso, e ficava lá sentado no meio de dezenas de mulheres que não falavam de outra coisa a não ser homem. Era comum uma e outra relatar suas experiências sexuais com seus esposos, assim como passou a ser comum mesmo eu tendo sete anos, me ver naquelas histórias. O que me atormentava não era o fato de vivenciar aquilo em minha cabeça, e sim de vivenciar ocupando o lugar daquelas mulheres em meio as minhas fantasias.
            Ao lado desta escola de artesanato morava uma tia que eu ficara sabendo de sua existência somente após termos nos mudado para cidade. Sua casa era bonita, assim como seu esposo e dois filhos. Renata era a mais velha, uma prima que para mim fazia juz a família, ela era linda. Evandro era o caçula, alguns meses mais velho do que eu. Assim que o vi pela primeira vez fiquei hipnotizado com a beleza daquele menino, seus olhos verdes brilhavam no sol e seu cabelo era de um liso perfeito.
            A pedido da minha tia, sempre após a aula minha mãe me levava até sua casa para que eu passasse o tempo brincando com meus novos primos. É aí que a minha história começa.
           



CAPÍTULO 1

           

            A reação de qualquer ser humano que se depara com alguém que lhe representa uma ameaça, é confrontá-lo, e foi assim que meu primo me recebeu em sua casa pela primeira vez. Hoje com os meus vinte e seis anos, sei que o motivo de eu não ter tido afinidades com o Evandro, se deu pelo fato de eu o achar irresistivelmente maravilhoso. E ele, de infernizar cada segundo do tempo que eu passava em sua casa. Minha afinidade com a Renata foi instantânea, mal trocamos os nomes e eu já estava em seu quarto vendo seus discos, filmes em VHS e brinquedos. O primeiro brinquedo que pegamos foi um Lego, afastamos a cama e deixamos um campo aberto para montarmos uma cidade maravilhosa. Em momento algum ela ou eu chamou meu primo para se juntar a nós, ele claro entendeu a rejeição de imediato. Encostado no batente da porta do quarto ele me chamou para brincar de carrinho, e eu recusei, porque estar ali com minha nova prima era muito mais interessante do que ficar ao lado daquele par de olhos verdes que sem entender direito me fazia sentir algo estranho.
            Os dias foram se passando, e todas as tardes Renata e eu nos enfiávamos em seu quarto para brincar, apenas nós dois. No dia de seu aniversário, minha prima ganhou uma porção de bonecas Barbie, e no calor da emoção eu a ajudava a desembrulhar os pacotes. Eram umas mais lindas do que a outra, em vários modelos, cores de cabelo, vestuário e preços. Eu sabia que aquilo era brinquedo de garotas, mas não conseguia mais me conter de tanta vontade de brincar com aquelas bonecas. O último embrulho foi uma surpresa para ambos, pois se tratava de um presente diferente de todos os outros, dentro daquela caixa havia um boneco, sim, um boneco do Ken o namorado da Barbie. Agarrei-me naquela oportunidade e imediatamente a chamei para brincar de bonecas, pois eu não estaria com uma Barbie e sim com o Ken. Meninos podiam brincar com bonecos e não com bonecas. Pelo menos era isso o que eu pensava. Me ver ali entretido com as bonecas e boneco da minha prima, foi o prato cheio para meu primo começar a me chamar de menininha. Minha prima se enfurecia todas às vezes, e com sua estatura de nove anos, batia-lhe sempre em minha defesa.
            Foi num final de semana chuvoso que eu provei do pecado pela primeira vez, dentre tantas outras que viriam. Estávamos na rua em frente a casa deles, jogando queimada com algumas outras crianças, quando o céu resolveu desabar. O que não é de se espantar, e como todos já fizeram isso na infância nós também decidimos ignorar os gritos da minha tia e sair correndo pela rua tomando banho de chuva. A sensação de liberdade e de fazer algo que era errado era o máximo. Sabíamos os três que assim que voltássemos para casa levaríamos uma bela surra, meu tio sempre fora do método “dar umas porradas para ver se aprende”. Tempos depois decidimos que era hora de encarar a realidade e voltar para a casa. Assim que chegamos vimos um tumulto nada casual na garagem dos meus tios. Várias pessoas ali aglomeradas, conversando, rindo, cantando, dançando, bebendo e comendo muita carne de churrasco. Para a nossa sorte todos estavam alegres demais para se lembrarem do cinto e ou chinelo. Minha prima foi a primeira a corre para o chuveiro, enquanto o Evandro e eu ficamos em meio a multidão encharcados, comendo e bebendo. Assim que a Renata saiu do banho, meu primo correu para o banheiro, mas parou de repente quando ouviu a manifestação da minha tia.
            - Junnyor vá pro banho com o Evandro, antes que você fique gripado. – ele olhou para trás e eu bem menor do que ela olhei para cima.
            - Eu não vou tomar banho com ele. – respondeu meu primo completamente indignado.
            - E qual o problema moleque? – perguntou meu tio enquanto abanava o carvão da churrasqueira – o que ele tem você tem, e além do mais vocês são primos. Vai com ele Junnyor que seu pai já ligou e logo estará aqui.
            Saber que meu pai estava chegando foi à notícia mais maravilhosa que eu poderia receber naquele dia, e foi naquele momento que entendera o motivo de tantas gargalhadas da minha mãe. Meu pai voltaria para nós depois de sei lá quantos dias fora de casa. Sem pensar duas vezes eu corri para o banheiro, chegando muito antes do meu primo. Assim que entrei me esforcei para ligar o chuveiro, mas eu não conseguia alcançar. Evandro entrou logo em seguida e após trancar a porta foi tirando sua roupa sem o menor pudor. Não me senti confortável em vê-lo nu e tão pouco de fazer a mesma coisa. Esbarrando com rispidez em meu ombro ele abriu a torneira e entrou no banho, eu ainda envergonhado sentei na bacia da privada e fiquei observando-o. Ele tinha a mesma idade que eu, sete anos, mas era mais alto e mais forte. Suas pernas eram fortes e o bumbum bem redondo. Ele estava de costas para mim e vê-lo naquele ângulo me fez sentir uma coisa que até então eu nunca havia sentido e como consequência senti aquele pequeno vermezinho se levantando entre minhas pernas.
            - Enquanto eu passo o sabão em mim, você entra aqui debaixo – disse meu primo.
            - Tá. – foi a única coisa que eu consegui responder.
            Retirei minha roupa e imediatamente ele se manifestou.
            - Por quê seu pinto está assim? – perguntou apontando para mim.
            - Não sei. – eu não estava mentindo. – Dá licença então pra eu entrar na água.
            - Com o pinto assim você não entra aqui. – afirmou – só se você deixar o meu igual o seu. – disse com um olhar sacana, se é que se dá para imaginar uma criança de sete anos com um olhar sacana.
            - Mas como faço isso? – perguntei ingenuamente.
            - Como que o seu ficou assim?
            - Não sei, acho que foi quando vi você pelado – ao ver a reação dos olhos esbugalhados dele, corri em minha defesa – não conta isso para meu pai.
            - Só se você deixar o meu pinto igual o seu, aí eu não conto. – e olhando para mim completou – seu pinto é estranho, tem esta coisa aí – e apontou para a pele que cobria a cabeça do meu pênis. E foi então que percebi que ele não tinha a mesma pele que eu, a cabeça dele era toda desprotegida. – meu pinto não é estranho.
            Assim que entrei debaixo da água eu me virei para a parede ficando de costas para ele, pois eu estava envergonhado e com medo.
            - Fica virado assim que eu acho que o meu está crescendo também. – quando ouvi isso imediatamente me virei para ele e pude ver que mesmo tendo a mesma idade, o pinto dele era maior e mais grosso do que o meu. Coisa que também me deixou intimidado. – fica do jeito que você estava ou eu conto tudo para o seu pai. – fiz o que ele mandou mas creio que não foi pelo medo de apanhar.
            Alguns segundos depois eu senti uma coisinha se esfregando atrás de mim. Me arrepiei inteiro, eu sabia o que era mas não tinha certeza. A constatação veio quando ele me abraçou por trás e disse que ia fazer comigo igual ele vira meus tios fazendo um dia. Ele sentou na privada do banheiro e com o pinto endurecido pediu para eu sentar em cima. Mesmo sem saber muito como era, eu o obedeci porque uma força maior do que eu me levava a fazer isso. Sentei no meu primo e não sentia nada além de uma coisinha esfregando no buraquinho da minha bunda. Aquela estava sendo a sensação mais gostosa que eu já provara em toda a minha vida. Não sei por quanto tempo ficamos naquela esfregação, mas naquele dia, inconscientemente nós havíamos nos esfregados em todas as posições que um sexo permite. Desde então, minha prima passara em segundo plano e minha amizade com ele se intensificou de uma forma prazerosa.
            O tempo que eu ficava na escola para mim se tornou um martírio, eu ficava contando os segundos para aquela porcaria de aula acabar, para que eu pudesse ir para a casa dos meus tios e me esfregar com o Evandro. Eu mal chegava e ele já me chamava para ir brincar no quarto dele. Entrávamos e ele trancava a porta já com o pinto duro para fora. Numa dessas tardes eu aprendi que por a boca num pinto, também não era nada desagradável.
          

domingo, 6 de dezembro de 2009

AMIGOS BLOGUEIROS

Primeiramente peço perdão a todos pelo o meu total relapso em relação aos comentários feitos por vocês em meu blog. Prometo que a partir de hoje ficarei mais antenado e os responderei sempre na medida do possível.
            Como prova de cumplicidade, deixo meu MSN e e-mail disponível a quem possa interessar.


            Pelos comentários eu notei diversos elogios, assim como críticas também. Agradeço-os por ambos. Em primeiríssimo lugar quero me desculpar com o Paulo Giacomini. Paulo, eu não sabia que aquele logotipo era privado. Eu digitei AIDS em Google Imagens – e apareceu o seu logo -, achei-o bacana e por isso eu o selecionei. Mas após ver seu comentário e consequentemente o seu blog, retirei-o imediatamente.  

            SOCIALIZANDO – eu respeito demais a sua opinião, mas infelizmente não há como seguí-la, pois eu estaria indo contra a minha identidade. Sou um cara realista, porém, muito sonhador. E eu ainda acredito no amor verdadeiro entre duas pessoas, seja homossexual ou heterossexual. Em tempos de valores perdidos, se eu perder também a fé no ser humano, de que adiantará viver? Eu tenho todos os motivos do universo para deixar de acreditar nas pessoas. Sempre fui apunhalado nas costas por amigos, nos relacionamentos sempre fui traído e como “brinde” me veio uma doença. Mas ainda assim, eu sonho com um amor. Sonho sim, com o dia em que alguém fará minhas pernas tremerem, coração palpitar só de ouvir o nome, de andar nas ruas e vê-lo nos rostos de quem quer que seja (...); sou assim. Sou romântico, sonhador e até mesmo tolo. Mas este é o Junnyor. Jamais me envolveria com alguém por conveniência, mesmo que isso possa soar contraditório, uma vez que meu último relacionamento chegou a ponto da “conveniência”; mas quando ele chegou a tal ponto, acabou-se. Hoje estamos juntos? Sim! Aos poucos ele está demonstrando que mudou, e eu sou exigente demais, esperando demais...Querendo que ele me faça sentir, aquilo o que fez um dia. Sei que ele não é o meu grande amor, mas é alguém que cuida de mim e ao qual tenho um carinho enorme, a ponto de sentir saudades e ficar sem ar quando o beijo. Não é a minha maior paixão, ou melhor, não é o amor que eu sonho em ter, mas também não é uma pessoa que estou simplesmente por não ficar sozinho, entende?

ANÔNIMO – transar sem preservativo é mal caratismo? Concordo com você. Não me sinto o máximo por ter transado “mesmo que por alguns segundos e ou minutos, com o rapaz X”, mas eu também não me sinto péssimo. Temos que entender que cada um é responsável pelos os seus atos. Se ele se contaminar e processar, terei que encarar a responsabilidade do meu ato, assim como ele terá que arcar com a responsabilidade do ato dele em transar sem camisinha. Seria muita ingenuidade da nossa parte acreditar no primeiro que aparece em nossa cama. Cuidar de sua vida depende unicamente e exclusivamente de cada um e não de uma terceira pessoa. Com tal atitude eu poderia até mesmo estar pegando outras DST’s. Mas aí eu teria que arcar com o resultado final do meu ato. Anônimo, entenda que cada um é dono de si. Sua felicidade, saúde, paz, harmonia, e tantas outras coisas, não depende de uma terceira pessoa e unicamente de você mesmo. Não me isento de culpa, mas não me acho tão ruim e tão mau caráter como você mencionou. Mas respeito a sua opinião. Mas lembrem-se: a sua vida depende de você! Se cada um não se cuidar, não é o terceiro que tem culpa. Tanto é que eu nunca culpei o meu ex esposo por ter me infectado. Eu o condeno por ter me traído enquanto eu ficava em casa lavando, passando, cozinhando e limpando para ele; mas se eu optei em transar sem camisinha com ele, foi porque eu cai na burrice de achar que o amor é a melhor vacina para qualquer tipo de doença. – E NÃO É!

MARQUINHOS PETER – Você tem absoluta razão. Em um relacionamento é imprescindível que ambos estejam apaixonados. Não há como levar um namoro à diante com apenas uma pessoa amando por duas. Por mais que se empurre isso com a barriga, chegará um momento em que não haverá mais saída, e quanto mais tarde mais dolorida será a sensação de frustração...Fracasso. Espero que você esteja bem, querido.

SOCIALIZANDO – mais uma vez eu respeito a sua opinião. Porém, cada um segue sua vida da maneira que melhor lhe convém. Eu ganho a vida com a minha imagem. Neste momento eu não me considero preparado psicologicamente em levantar a bandeira de um portador do HIV, e tão pouco saberei lhe responder se um dia farei isso. Se assumir como portador é uma individualidade de cada um que não deve jamais ser questionada. Eu não tenho pretensões de me tornar um mártir da causa do HIV. Sou só mais um que está lutando contra a maré, tentando sobreviver e ser feliz. Apenas isso e mais nada.

THE ICE GIRL – muito obrigado pelas palavras de carinho, conselhos e dicas. Quanto ao logo do blog, se alguém quiser criar um e me doar (hehehehehe) eu agradeceria demais. Em que comunidade encontro o Mateus? Quem sabe ele possa fazer isso por mim. Isso o que você disse de viver um dia de cada vez, é o maior trabalho que eu faço na terapia, pois eu sempre fui assim, sempre sofri por antecedência. Mas juro que estou trabalhando isso. Isso é tão bizarro que a prova disso é que eu nunca mais me encontrei com o Maurício.

ELEN – Agradeço por suas visitas e por suas palavras de carinho. Um beijo, querida.

ANÔNIMO – Nossa! Foram tantas coisas escritas que sinceramente eu não sei nem por onde começar. Serei breve:
Minha decisão em criar um blog, foi justamente criar um blog apenas e nada mais. Eu jamais imaginaria que teria esta repercussão imensa. Chego a ter em torno de mais de 100 visitas diárias, confesso que isso me assusta. Fico com receio de postar aqui – será que eu posto isso ou aquilo? Mas isso pode ser mal interpretando...Posso influenciar alguém, mesmo eu não tendo a intenção -, mas aí eu decido colocar tudo o que me vem à mente sob a justificativa de que cada um é dono de seus atos. Quanto a citação, “novela e ou atriz mexicana”, mais uma vez eu digo. Cada um tem uma maneira de encara a realidade. A minha sempre foi esta! Desespero exagerado. Sou assim, e aos leitores do meu blog ou já sacaram e compreenderam, ou já se acostumaram...Ou não voltaram mais. Mas este é o Junnyor. Um homem de 26 anos, mas espírito de 15. Por muitas vezes um homem assustado e com indagações infantis que não condiz com minha idade. Tenho consciência disso, assim como também tenho o discernimento de agir como um homem da minha idade. Sou homem, sou criança, sou bebê, sou idoso – sou aquilo o que o momento me permite ser. Nunca fui de ter diário e muito menos de ficar expondo meus sentimentos a quem quer que fosse, mas confesso que esta experiência está sendo nova e muito interessante. Principalmente pelo número diários de acesso, o que prova que há muitos malucos cibernéticos compartilhando das minhas sandices – como você mesmo postou -. Em momento algum fui contra as ARV’s ou a quem as toma. Pelo contrário, por mim eu já estaria com a medicação há muito tempo. O que eu questionei foi: como namorar um (-) sem contar a ele que sou (+), tomando medicação? E minha segunda citação foi: Não sei se estou preparado para me relacionar com alguém como eu.
Lembrando que isso eu postei a 4 meses atrás, quando não tinha a menor idéia das coisas. Momento em que eu estava desesperado e achando que o mundo iria acabar no dia seguinte. Quando mencionei que não sei se eu estava preparado para namorar um (+) e sob medicação de ARV’s, porque assim que me descobri (+), conheci um ser que disse apresentar maior risco a mim, uma vez que ele já tomava medicação. Hoje eu sei que isso é uma besteira, mas na época eu abracei a causa, era desinformado.
Não consegui compreender o porque de você insistir no argumento “rico, dinheiro, beleza, etc”. Mas enfim, só para que fique claro: se nós não nos acharmos bonitos, como convenceremos a que outros nos achem? Riqueza e dinheiro são nada diante do presente que é a Vida, e eu passei muito longe da riqueza. Dou um duro danado para conseguir juntar 700,00 ou 900,00 reais no fim do mês.

ANA – No período de um mês e meio que fiquei sozinho...Fui neurótico só por alguns dias, logo depois eu segui seu conselho ao pé da letra. Beijos minha querida.

  





sábado, 5 de dezembro de 2009

Medo - Vida

O medo faz parte do ser humano. É com ele que aprendemos a lidar com tantas coisas a qual somos submetidos a passar nesta vida. Mas é ele também que pode nos levar ao fundo do poço.
            Não sou a pessoa mais corajosa do mundo e nunca fui. Hoje, parando para pensar no meu futuro, fico me perguntando – “O que será de mim daqui a um tempo?”. Tenho medo do que eu ainda terei que enfrentar.
            Por mais evoluções que possa haver, o HIV ainda é uma doença misteriosa. Fiquei mal ao assistir a reportagem do SBT Repórter (http://www.sbt.com.br/videos/?catid=832), e ver que além do coquetel para o HIV, ainda há o coquetel de medicação para combater os efeitos colaterais. Não sei como lidarei isso tudo.

            Hoje eu tenho alguém ao meu lado, mas tenho medo de um dia não ter mais. Ele é saudável, pode muito bem se cansar e querer viver ao lado de alguém sem problemas algum. Tenho medo da solidão e da solidariedade. Não quero que sejam solidários comigo, tenham dó de mim, quero apenas que me amem como eu sou. Tento ao máximo não fazer do HIV uma condição de vida, mas há momentos que isso é difícil.

            A doença ainda não se manifestou no meu organismo, portanto eu ainda não sei o que é de fato, ser portador do HIV. Mas uma coisa eu posso afirmar – não é fácil.
            É triste acordar todos os dias e saber que o inesperado me espera. Entendo que independentemente da sorologia de cada um, ninguém sabe como será o amanhã, mas no meu caso eu fico imaginando, elocubrando (...) Me assusto quando me vejo deitado numa cama de hospital em meio aos meus devaneios.

            Tenho medo de morrer sem ter convivido com o meu filho. Cada dia que eu passo longe dele, é como um dia sem vida. Cada vez que tenho notícias dele, fico imaginando se ele está bem sem a minha presença.

            Sinto-me péssimo em saber que diante de tantos sofrimentos que minha mãe já teve de passar na vida, eu ainda a “presenteio” com a minha homossexualidade e minha sorologia. Ser gay não é doença, não é problema, - mas nenhuma mãe deseja que o filho seja gay, eu pelo menos não desejo isso ao meu meninão – e sei também que não sou isento da culpa de ter o vírus. O meu maior erro foi confiar. Carrego este peso comigo. Não sou uma má pessoa, não sou promíscuo, drogado e ou irresponsável. Mas não posso afirmar que fui um filho exemplar. Ela vive me dizendo que eu a encho de orgulho diante da minha luta, tanto pessoal quanto profissional; mas será?

            Não me arrependo de nada do que fiz, mas se eu pudesse voltar no passado e reescrever a minha história, com certeza eu tentaria fazer tudo diferente. Infelizmente o Efeito Borboleta, só acontece em Hollywwod.

            Mas também não posso culpar a doença em 100%. O HIV me mostrou que a vida é muito mais do que simplesmente vivê-la, a vida é VIDA! Me mostrou que amigos são importantes, mas que a família é fundamental, indispensável e insubstituível. Somente hoje é que eu olho para mim com mais cuidado, vejo que não sou apenas um corpo e sim uma vida.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Semana Internacional do Combate ao HIV


Estamos na semana mundial do combate ao HIV. Dia 1º de dezembro, ao ligar a televisão era comum vermos reportagens, especiais e campanhas publicitárias com o foco neste tema. É triste saber que tal campanha só ocorre na primeira semana de dezembro, mas ainda assim, mesmo que fosse abordado em outros dias do ano, será que traria resultado?

Em entrevista ao SBT Repórter, dois jovens disseram algo realmente preocupante. Sob a pergunta da repórter “qual o momento em que se deve deixar o preservativo de lado”, uma garota respondeu, “quando começa a tomar pílulas?”, outro respondeu, “quando se está namorando sério, porque você passa a confiar na pessoa e consegue saber se ela está mentindo ou não”.

Infelizmente isto é uma realidade. As grandes maiorias das garotas associam o preservativo com a gravidez, e os meninos justificam a ausência dele no álcool. Diante de tal informação, não é de se admirar que a cada ano cresce o número de portadores do HIV. Tomo eu como exemplo, e espero que você leitor do meu blog, entenda isso de uma vez por todas!

HIV não tem cara.

Eu confiei, acreditei e amei. Foi em um casamento de 3 anos, que eu adquiri a minha sorologia positiva. O amor não é imune ao HIV. Por favor, entendam isso.

Sou portador do vírus, mas confesso que ainda não sei o que tê-lo. Sei que terei muitos desafios a enfrentar pela frente, mas ainda não sei quais e como lidarei com isso. Tive a sorte de descobrir minha sorologia logo no início. Segundo a contagem feita pelo o meu infectologista, devo estar infectado a cerca de 3 anos. Foi num exame de rotina que descobri. Ainda é muito cedo, meu CD4 está muito bom e minha carga viral bem baixa. Mas os dias irão passar, o vírus se manifestará no meu organismo e o inevitável ainda irá acontecer. Para eu passar de HIV a AIDS, é uma questão de tempo.

Com todo esta minha história, quero reforçar que o HIV não tem cara. Quem me vê, jamais passa pela a cabeça da pessoa que sou positivo. Um rapaz alegre, saudável e bonito. Prova disso foi a minha última relação sexual, onde o rapaz se sentiu confortável em transar comigo sem camisinha. Sou a prova viva de que o HIV pode ser lindo e atraente. Cabe a cada um preservar sua vida.

Atualizando meu cotidiano.

Aquele rapaz com quem eu estava saindo, acabou. Fui rejeitado pela segunda vez. Acho que já estou me acostumando com isso. Visto que a nossa química estava crescendo e com isso, a probabilidade de um novo romance nascer achei coeso ele saber o que carrego em meu sangue. O que aconteceu não foi nenhuma surpresa, ele fugiu. Mas o que me assustou, é que mesmo ele sendo um professor, um formador de opinião, ele me disse à besteira: “Caraça, e nós nos beijamos (...)”. Não dei a resposta que ele merecia, deixei-o em sua ignorância. Uma pena, porque eu realmente estava gostando dele. Mas vale dizer que ele não é uma má pessoa, de uma certa forma eu até o entendo, ele se assustou diante de uma situação inédita em sua vida e não soube como lidar com isso. Torço pela felicidade dele.

Decidi que irei investir no meu ex relacionamento. Ele já não me trata mais como um ficante. Ainda não transamos e isto está me incomodando demais. Já deu tempo dele amadurecer a idéia e me encarar. Não dá mais para ficarmos somente com preliminares. Não forcei a barra até agora, porque quis dar este tempo a ele, porém, o maior desgaste do nosso relacionamento de 4 anos, se deu pelo fato de ele ser extremamente cômodo em tudo na sua vida. E estou notando que ele já se acomodou a não transar comigo. Amanhã durmo na casa dele, com certeza rolará um tesão, se não houver sexo eu não darei continuidade e direi a verdade – já é tempo!